Esta página traz uma série de informações, curiosas e exlusivas, sobre os maiores nomes de nossa Rádio e da música brasileira. Detalhes que por vezes escapam de livros e biografias, mas estrão reunidos aqui, dando um panorama completo de como eram estes artistas e como dignificaram seu trabalho, dexando uma herança valiosa para as novas gerações.
Louco pela Dagmar
O samba “Piston Gafieira”, de Billy Blanco, tem como personagem citado o Doca. Pois o Doca existiu de verdade. Ele viveu no morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, gostava de cantar e sua mulher era cozinheira do compositor Tom Jobim. O autor do samba, Billy Blanco, o conheceu na residência do Tom. Doca foi amigo do cantor Bezerra da Silva e também gostava de cantar e dançar.
Ditador de sucessos
Foi o locutor e rádio-ator Celso Guimarães quem batizou o cantor Ferjalla Rizkalla de Déo, “O Ditador de Sucessos”. Graças à intervenção do compositor Ary Barroso esse cantor entrou para a Rádio Tupi e para a Rádio Record de São Paulo. Ele cantava tangos até mudar sua preferência de ritmo. Na década de 60, deu assistência ao programa “Big-Show”, apresentado por Cesar de Alencar, na Tv Rio e na Tv Excelsior.
És pecador

A primeira música gravada com a denominação marcha foi “Pé de Anjo”, para o carnaval de 1920, sendo seu autor José Barbosa da Silva, conhecido como Sinhô, o Rei do Samba (ilustração), que morreu em 4 de agosto de 1930 de hemoptise, ao vir para a cidade na Barca Sétima. Nesse tempo, Sinhô morava à rua Pio Dutra, na Ilha do Governador.
O dono do mugido
Na gravação da música “O Boi Barnabé”, na qual o cantor Bob Nelson interpreta ao seu estilo country e com suas modulações tirolesas “canções vaqueiras”, ouve-se o mugir de um boi.
Pois esse “boi” era feito nada menos do que pelo cantor Ciro Monteiro, que imitava o animal.
Hits americanos
Foi no ano de 1936 que teve início o programa que iria se tornar um dos mais populares de músicas norte-americanas do rádio brasileiro: a “Hora da Broadway”, transmitido pela PRD-2 Rádio Cruzeiro do Sul. A atração teve a direção de Jairo Machado, recebendo na época cartas redigidas em inglês.
Dupla
Neide e Nancy, cantoras do rádio e da televisão, são irmãs do ex-jogador de futebol do Botafogo de nome Neivaldo. Nancy é mãe da repórter de rádio e televisão Isabella Scalabrini. Scalabrini era um excelente pianista e maestro.
A mais bonita de Ipanema
A atriz e cantora Laura Suarez foi eleita Miss Ipanema no ano de 1929. Seu pai construiu o primeiro hotel balneário do Rio de Janeiro. Laura casou-se com um americano e participou do primeiro programa Mundial de Televisão, na NBC, em Nova York. Ela faleceu com 91 anos de idade.
Jovem talento
O cantor Paulo Molin, menino na década de 50, pernambucano, revelado pelo compositor Capiba - cujo nome verdadeiro era Lourenço Fonseca Barbosa -, brilhou gravando músicas desse autor, entre elas: “Olinda, Cidade Eterna!”. Paulo faleceu no mês de agosto de 2004.
Voz de ouro
O cantor Victor Bacellar faleceu em 10 de junho de 2005 com mais de 90 anos de idade. Iniciou sua carreira vendendo suas próprias gravações de porta em porta. Foi o pioneiro na década de 40 neste tipo de iniciativa, hoje muito comum entre os intérpretes.
Isto é conversa pra doutor
O samba intitulado “Risoleta”, de Moacir Bernardino e Raul Marques, foi gravado pelo genial Luiz Barbosa, que fazia o ritmo batendo no chapéu de palha quando cantava e impressionava a todos por sua qualidade de sambista.
O título da música tornou uma jovem de nome Risoleta admiradora incondicional do cantor, pelo fato de a música levar seu nome. Risoleta passou a telefonar para Luiz Barbosa que, quando a conheceu, percebendo a sua juventude em flor, fez com entre os dois ocorresse apenas uma boa amizade. Mais tarde, Risoleta foi para o rádio e adotou o pseudônimo de Simone Moraes. Tornou-se amiga da mãe do cantor, que chamava-se Bela, mãe de Barbosa Junior e Paulo Barbosa, radio-ator e compositor respectivamente. A versão da canção “Fascinação”, escrita por Armando Louzada, diretor da Rádio Mayrink Veiga e mais tarde da Rádio Nacional, foi feita para ela, Simone Moraes, que com ele iria se casar. “Fascinação” teve um imenso sucesso na voz de Carlos Galhardo, e servia de fundo musical para o programa “Crônica da Cidade”.
Meu pecado
Em Porto Alegre existiu um cantor de grande cartaz chamado Armando Albuquerque. Certa vez, Armando procurou Lupicínio Rodrigues (foto) no Bar Garibaldi, ponto predileto de artistas e compositores de músicas na capital gaúcha, uma espécie de Café Nice do sul. Armando derramou suas lágrimas, disse que estava sofrendo muito por causa de um amor não correspondido à altura do seu, levando Lupicínio a chorar junto com ele. Horas depois, os boêmios presentes nessa casa ouviram, inclusive o Armando Albuquerque, pivô de todo o triste episódio, o samba “Meu Pecado”. O samba foi logo gravado pelo Moreira da Silva, cujo inicio é assim: “Deixa-me sofrer que eu mereço, pelo pouco que padeço” etc.
O samba do Didi

Didi foi um craque de futebol que pertenceu ao Fluminense Futebol Clube e à Seleção Brasileira. O que poucos sabem é que ele também gravou um samba intitulado “Meu Time Perdeu”. Tite, seu colega, também gravou um samba “A Praça Onze não Morreu”, ambas gravações para o carnaval de 1952.
Casa Neno
Quem se lembra da Casa Neno, que vendia discos – na época em que ainda se comprava discos. A Casa Neno, patrocinadora de grandes programas de auditório nas décadas de 50 e 60, surgiu na rua Buenos Aires, 151, centro do Rio de Janeiro, no ano de 1947. Seus proprietários eram o major Paulo, Cláudio e Bráulio. Essa rua mais tarde mudou de nome para Rua República do Libano, e para um novo endereço, no número 7. E mais adiante, nos números 14 e 16.
Pioneiro do rádio
Luiz Vassalo nasceu em 31 de maio de 1904, em Santana do Deserto, Minas Gerais. Trabalhou no balcão da casa A Primavera, numa antiga loja de sedas da rua Ourives. Foi proprietário da Casa das Sedas, na rua Halfeld, em Juiz de Fora, era a Vassalo e Cia. Em 1933, assistindo o “Programa Casé”, interessou-se pelo rádio, e logo depois surgia o “Programa Suburbano”. Como Vassalo gerenciava a Casa Santa Helena, no bairro do Méier, subúrbio do Rio de Janeiro, teve a idéia de trazer para o rádio os comerciantes desta região da cidade e se deu bem. O Programa Casé só anunciava para os comerciantes da zona sul. Em 1936, Luiz Vassalo foi para a Rádio Educadora (Tamoio) com o programa. Depois, em 1938, para a Rádio Transmissora (Globo) e chegou a ser superintendente da emissora. Em 1940, foi convidado por Gilberto de Andrade para integrar a equipe da Rádio Nacional e com seu extenso horário aos domingos criou o Programa Luiz Vassalo com início às 11 da manhã e encerrando às 21 horas, com sucesso em todos os horários.
Pierrô
O cantor Jorge Fernandes cantou na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, ao lado de Olga Praguer Coelho (Coelho por ter sido casada com Gaspar Coelho), Álvaro Praguer (irmão de Olga), o violonista Rogério Guimarães, Sílvio Salema, Ana Albuquerque Melo, Corbiniano Vilaça e Manoel Constantino que, além de ótimo tenor, era excelente pintor. Sua maior emoção aconteceu em 1931, no Teatro João Caetano, quando ali foi encenada a peça “Pierrô”, de Pascoal Carlos Magno. Com o teatro superlotado, contando com a presença do Presidente da República e de vários embaixadores que se encontravam no Brasil, Jorge Fernandes interpretou a composição de Joubert de Carvalho intitulada “Pierrô”, composta especialmente para a abertura da peça.
Foi aplaudidíssimo e teve que retornar ao palco três vezes. Declarou certa vez: “foi a maior emoção de minha vida como cantor”. Jorge Fernandes foi irmão do compositor Armando Fernandes, que teve músicas em parceria com Carolina Cardoso de Menezes, Georges Morand e outros. “Esquina da Vida”, com Angela Maria, e “Zingaro”, por Orlando Silva, são de sua autoria e parceiros. Jorge Fernandes faleceu em 1988 no asilo São Luiz, era engenheiro arquiteto.